domingo, 13 de junho de 2010

Como conseguimos conviver com essa realidade?

Ontem, passeando pelas ruas da cidade acabei tomando um caminho que me levou a um lixão. Ao me deparar com aquele amontoado de lixo sólido e com aquele cheiro horripilante atravessando as minhas vias nasais fiquei assustada. Mas depois eu percebi o quanto havia sido egoísta em me assustar com coisas tão supérfluas. Isso ocorreu logo após eu ver duas crianças que se enfiavam dentro daquele amontoado de lixo a procura de algo para o seu sustento, logo atrás estava a mãe, grávida a espera de uma criança que talvez tenha o mesmo destino. E o que mais me deixou assustada foi o fato de elas comemorarem com saltos de alegria ao encontrar um pedaço de pão velho no meio daquele depósito de resíduos, restos, ''coisas'' humanas. Fico indignada por eu ter todos os dias um prato de comida descente, roupas e uma casa limpa, um trabalho digno enquanto existem pessoas por aí que se alimentam dos meus ( dos seus) restos e se dão por satisfeitas. Eh! Aonde nosso mundo foi parar. Eu fico me perguntando:''Até que ponto chega o ser humano pela simples vontade de viver?''.  Afinal o que queremos para nós? Para nossos filhos? Perceba que o maior bem que a sociedade deixará aos seus filhos será um planeta degrado e poluído, repleto de deficiências. E isso tudo é fruto de uma sociedade que a cada dia se adere mais e mais ao mercado consumidor e de políticos que elegemos e que não se importam com tais deficiências sociais. Mas a sociedade tapa os olhos e finge que está tudo bem e continua sua vida rotineira de consumir e jogar no lixo, que mais tarde alimenta um agregado de indivíduos que não tem outra escolha a não ser a de se contentar com o resto deixado por ela. Porém, na maioria das vezes, a sociedade não percebe-Ou pelo menos finge que não percebe- as consequências causadas por essa atitude, que acaba ferindo o nosso planeta, vidas, sonhos e a dignidade de indivíduos cujo o amanhã é incerto. Enquanto isso nosso lixo sólido e compacto leva populações mais carentes ao ápice da degradação humana.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Eu só peço paciência,porque 'oxalá' só eu sei como é difícil dizer adeus.

Meu ''carrasco''

As vezes eu choro escondida, fico triste sem motivo, me abarroto de fantasias, procuro algo que ainda não existe. Mas falta algo - eu sei que falta - porque eu sinto falta de muitas coisas que eu perdi e que infelizmente ficaram no passado, de coisas que me fizeram feliz, que fizeram me sentir mais amada, mais importante, mais esplêndida, mais MULHER. Eu sinto por não estar sentido isso agora, de momentos que me foram proporcionados que me fizeram tão feliz e que talvez nem eu nem você saibamos demonstrar um pelo outro já que esses momentos foram de outros. E isso não vem só de mim, mas também de você. Eu juro que me esforcei para ser melhor só que eu não consegui adquirir resultados, porque infelizmente eu sou um ser ''IRRACIONAL'' e não sei conviver com algo, com pessoas que não me compreendem. Chega uma hora que a gente cansa e fica pensando se o melhor é continuar nessa estrada desconhecida, ou se é melhor deixar rolar, deixar do jeito que está. Ainda existem coisas a serem descobertas e eu não vou acabar com tudo para depois me arrepender. Mas eu sigo em frente só quero que saiba disso e eu me conheço, vai chegar uma hora em que minhas angústias, minhas preocupações, meus pensamentos ocultos não vão mais me ferir e assim eu vou deixar 'por estar'.  É ''carrasco'' que pena que nós esperamos a chuva cair.