"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse sempre a novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias."
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
''Mulher forte"
"Mulher forte", essas duas palavras surgiram como se algo insistisse em mudar, como sinal de alerta de que alguma coisa vai surgir, vai brotar. Surpresas, as vezes, vem de lugares, de pessoas que menos esperamos, mas será que o sou? Não sei. Esse sentimento que nasce é estranho e te confesso,novo. Numa tempestade violenta nunca se espera coisas boas, mesmo que de algum modo elas existam.
O tempo passa, passa lento e gradativo só que na verdade passa rápido como vento cortante, e em alguns momentos ele para, fica estático como se esperasse algo que não sei explicar claramente. E esse "algo" talvez tenha surgido, demorou bastante eu confesso, mas a vida é feita disso, de espera.
Porém, revelo que "mulher forte" me causou um certo impacto,um arrepio na espinha, uma dúvida. Não sei se a casca, aquilo que a gente aparenta ser por fora e não o considera por dentro, tem a capacidade de se infiltrar para alma, para o interior do ser. Provavelmente, isso tenha me escapado, transparecido e que tenha infiltrado. Contudo, isso é ''talvez'' e não há certeza pois eu, cheia receios, não sou de criar expectativas ainda mais com coisa recém nascida.
Essas palavras ecoam em minha mente como se tendessem a estabilidade, a se concretizarem. Todavia, não sei, ainda permaneço na incerteza.
"Que é capaz de aguentar o que muitos,mais velhos que você, não conseguiriam", o que pensar disso? Mesmo quando você não se enxerga desse modo. O que sou afinal? Possivelmente, eu tenha transparecido ser uma pessoa que não da tanta importância aos pesares que a vida escarra.
Em alguns momentos acho que sou cafuza de nascença, é culpa dessa sinestesia que percorre o meu corpo.E ela ,a cada momento, vai se tornando mais racional e diminuindo as minhas tempestades em copo d'água.
Acho que temos que aprender a aceitar o que a vida nos reserva, assim como a morte. De formas variadas e doloridas, aprendi desse modo. Sofri um bocado para conseguir entender isso - e la se vai mais uma parte da corrente sinestésica a se tornar um pouco mais racional. Porém, existem coisas difíceis de compreender, como palavras que surgem do vento, batem a nossa porta do nada, sem conveniências, convites ou formalidades. Talvez, não necessite de explicação, só tem que acontecer e ponto,para nos fazer refletir melhor sobre tudo.
Não sei se mudei, e tudo aquilo que passou e está por vir vai ser amenizado. Não sei se será passageiro ou se tudo vai se impregnar definitivamente ao meu ser. "Só sei que nada sei" disse um dia Platão, e admitir isso é mesmo um modo de adquirir sabedoria,e não digo apenas de inteligência artificial usada para resolver cálculos e realizar invenções, e sim da compreensão de coisas mais profundas e importantes.
O cansaço pode ter vindo a calhar. Ainda respiro fundo,aquele suspiro de como se faltasse ar e mesmo assim me sinto bem pelas coisas que surgiram. Torço para que surjam mais. As coisas simples é o que valem realmente, não tenham dúvidas! E elas surgem do meio do nada, da floresta escura e assombrada.
E despreocupe, pois têm coisas que, as vezes, você não tenha capacidade de evitar. Somente viva. Viva e aceite que nada é perfeito e que sempre há uma luz no fim do túnel, não perca a esperança em relação a isso, pois provavelmente ela vá te sustentar por um longo período. Busque algo que te sustente e espere pelo positivo que no mais tardar ele passa a existir.
"E enfim uma luz ousa a surgir naquele ambiente inóspito e desesperado."
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Muda,perplexa e estática
Palavras... o que me faltam são, palavras. Sentimentos complexos escorrem do meu ser, mas não tenho ideia, não tenho palavras para descrever. Tornei coisa muda, perplexa e estática. Não consigo pensar, não consigo me mover. Morro todos os dias a cada entardecer, vivo de novo ao amanhecer. Porém, vivo sem vida confesso. Vivo obrigatoriamente porque meus olhos ousam a abrir a cada renascer.Vivo fisicamente, biologicamente entretanto, internamente, lá no interior do âmago - da alma- ,permanece um vazio oco que me mata catastroficamente todos os dias. Um oco de ser que parece ameba encistada : parada, sem objetivo e que só existe porque tem que existir, pra viver. E que vida é essa? Vida sem vida.
Permaneço sólida, aprisionada no meu ser. Não quero causar divergências, dúvidas, opiniões, pena... Não precisa entender, simplesmente porque não precisa! Finja que sou ser fantasmagórico, invisível. Viva a sua vida e me deixa viver a que ainda existe em mim. Eu estou bem mesmo estando tão mal. Passa algum dia eu espero.
O que me retrai completamente é esse engasgo de tudo que não vai embora,que permanece e parece não ter solução! Respostas. Fico sem palavras. Eu queria manter um diálogo comigo mesma, só que elas,- as palavras - desapareceram por completo. E assim permaneço nessa mudez sem respostas, nesse silêncio ensurdecedor.
Caminho todos os dias rumo ao nada, procuro o que talvez nunca vá existir, não me importo e aceito as coisas calada simplesmente pelo fato de que não há o que dizer. Será que sou realmente uma predestinada?
E mesmo restando esse tantinho de vida, tenho a esperança da existência da luz no fim do túnel, de que nada é em vão. Por isso ainda estou aqui mesmo que desfalecida, lânguida a espera de algo que eu ainda não sei.
As cores se movimentam e se fundem num preto fúnebre que me tapa inteiramente. Não sei aonde estou, o que sou, o que quero, para onde vou. Não sei de mais nada, estou cega de tudo. Não sei responder pela falta de palavras. O que me resta é escrever, escrever sem sentido, escrever ao vento, sem pensar, nessa corrente sinestésica e irracional que percorre todo meu corpo ( material e imaterial). É o que me resta para esse resquício de vida. Uma tela de computador, com um espaço em branco em que choro os meus respingos e relato meus devaneios.
Há uma fresta de luz nisso tudo, eu sei que há! Mas tudo ainda está escuro, preto e por isso não vejo e não sinto nada. Não sei se por querer ou pela falta de coragem que aqui permanecem. Quem sabe uma dia a semente ouse a brotar, sair do casulo e venha a conhecer sem medos a vida do mundo la fora. Contudo, isso é talvez, não é certeza. Enquanto isso o que tenho a dizer é isso e continuar nessa fase da vida: muda, perplexa e estática.
Permaneço sólida, aprisionada no meu ser. Não quero causar divergências, dúvidas, opiniões, pena... Não precisa entender, simplesmente porque não precisa! Finja que sou ser fantasmagórico, invisível. Viva a sua vida e me deixa viver a que ainda existe em mim. Eu estou bem mesmo estando tão mal. Passa algum dia eu espero.
O que me retrai completamente é esse engasgo de tudo que não vai embora,que permanece e parece não ter solução! Respostas. Fico sem palavras. Eu queria manter um diálogo comigo mesma, só que elas,- as palavras - desapareceram por completo. E assim permaneço nessa mudez sem respostas, nesse silêncio ensurdecedor.
Caminho todos os dias rumo ao nada, procuro o que talvez nunca vá existir, não me importo e aceito as coisas calada simplesmente pelo fato de que não há o que dizer. Será que sou realmente uma predestinada?
E mesmo restando esse tantinho de vida, tenho a esperança da existência da luz no fim do túnel, de que nada é em vão. Por isso ainda estou aqui mesmo que desfalecida, lânguida a espera de algo que eu ainda não sei.
As cores se movimentam e se fundem num preto fúnebre que me tapa inteiramente. Não sei aonde estou, o que sou, o que quero, para onde vou. Não sei de mais nada, estou cega de tudo. Não sei responder pela falta de palavras. O que me resta é escrever, escrever sem sentido, escrever ao vento, sem pensar, nessa corrente sinestésica e irracional que percorre todo meu corpo ( material e imaterial). É o que me resta para esse resquício de vida. Uma tela de computador, com um espaço em branco em que choro os meus respingos e relato meus devaneios.
Há uma fresta de luz nisso tudo, eu sei que há! Mas tudo ainda está escuro, preto e por isso não vejo e não sinto nada. Não sei se por querer ou pela falta de coragem que aqui permanecem. Quem sabe uma dia a semente ouse a brotar, sair do casulo e venha a conhecer sem medos a vida do mundo la fora. Contudo, isso é talvez, não é certeza. Enquanto isso o que tenho a dizer é isso e continuar nessa fase da vida: muda, perplexa e estática.
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