segunda-feira, 14 de maio de 2012

Flash Back

Os momentos da infância sempre vem a minha memoria, talvez porque seja a época em que fui tão feliz e não sabia. Talvez seja por sentir tanta falta dela que sempre procuro mate-la por perto repetindo de vez em quando algumas coisas que eu fazia nessa época. Assisto rei leão, Cinderela e Dumbo e meu coração enche de toda aquela inocência. Quando não, leio O pequeno príncipe, só quem foi criança um dia para entender a essência, a mensagem e a paz que aquele livro trás aos seus leitores, por isso já o li 300 vezes e espero ler mais 300.
E todo esse lero lero só vai fazer sentido nesse parágrafo. É que não tão recentemente bateu a porta da minha memória uma lembrança. Lembrei-me de que quando perdia meus dentes de leite os jogava em cima do telhado e fazia um pedido. Parece bobo mas fiquei tão feliz com essa lembrança que sorri e a saudei com um belo:"Nossa, era mesmo!".
Nesses tempos de tempestade são essas lembranças que me puxam do abismo e não me deixam cair. Só quem tem a alma de criança e não tem vergonha de assumi-la terá sempre o prazer de receber a graça de uma lembrança tão especial. Devemos aprender a ver a alma das coisas. Na maioria das vezes o que vemos não passa de uma casca, o mais importante é invisível.
Queria ter um milhão de raposas na minha vida para me ensinar o que realmente importa e não deixar minha alma perecer nas mãos da vida adulta.
E é por isso que sempre vou bater na mesma tecla e seguir o mesmo lema, o lema que a raposa ensinou ao princepezinho e que ele me ensinou: "Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos."