terça-feira, 30 de agosto de 2011

O que fazer?

O que fazer quando a boca se fecha e a alma se retraí? O que fazer quando o corpo não se movimenta mais? O que fazer quando o pensamento se evade? O que fazer quando as palavras lhe faltarem? O que fazer quando a esperança e o desejo recair? O que fazer quando o amor e a compaixão deixar de existir? O que fazer quando nada mais fizer sentido? O que fazer quando a vontade acabar? O que fazer quando o silêncio ser um desejo maior? O que fazer quando você quiser puro e simplesmente, que tudo a sua volta, se exploda? Eis a questão...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

pour tous la vie

Um coração que bate. Bate sozinho, bate sem ver, bate ritmicamente. Que bate por alguém, bate por que quer, bate sem querer. Mantém a vida ilesa, mantém a vida como ela é, como ela tem que ser. Da continuidade, mantém o padrão, mantém o bem e o mal querer... E tudo anda assim, como ele quer. Mesmo quando ferido, machucado, entorpecido de dor o ritmo não para. Mesmo quando esta abarrotado de orgulho, ódio, medo ou abarrotado de felicidade, esperança, amor... Ele bate!!!  Bate porque tem que bater. Ele bate porque é o normal, ele bate porque é o ciclo natural do viver. Bate para nos manter vivos, mesmo que não haja o querer. Bate porque é a sua função, bate porque foi feito simplesmente para bater. Não tem como parar, não basta querer, ele bate porque tem que bater, por vontade própria, involuntariamente, ele só bate. Bate mesmo com sua ausência, bate mesmo que você não sinta, bate mesmo sem que haja vida. Ele bate porque tem que bater. Bate por toda uma vida...