"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse sempre a novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias."
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
''Mulher forte"
"Mulher forte", essas duas palavras surgiram como se algo insistisse em mudar, como sinal de alerta de que alguma coisa vai surgir, vai brotar. Surpresas, as vezes, vem de lugares, de pessoas que menos esperamos, mas será que o sou? Não sei. Esse sentimento que nasce é estranho e te confesso,novo. Numa tempestade violenta nunca se espera coisas boas, mesmo que de algum modo elas existam.
O tempo passa, passa lento e gradativo só que na verdade passa rápido como vento cortante, e em alguns momentos ele para, fica estático como se esperasse algo que não sei explicar claramente. E esse "algo" talvez tenha surgido, demorou bastante eu confesso, mas a vida é feita disso, de espera.
Porém, revelo que "mulher forte" me causou um certo impacto,um arrepio na espinha, uma dúvida. Não sei se a casca, aquilo que a gente aparenta ser por fora e não o considera por dentro, tem a capacidade de se infiltrar para alma, para o interior do ser. Provavelmente, isso tenha me escapado, transparecido e que tenha infiltrado. Contudo, isso é ''talvez'' e não há certeza pois eu, cheia receios, não sou de criar expectativas ainda mais com coisa recém nascida.
Essas palavras ecoam em minha mente como se tendessem a estabilidade, a se concretizarem. Todavia, não sei, ainda permaneço na incerteza.
"Que é capaz de aguentar o que muitos,mais velhos que você, não conseguiriam", o que pensar disso? Mesmo quando você não se enxerga desse modo. O que sou afinal? Possivelmente, eu tenha transparecido ser uma pessoa que não da tanta importância aos pesares que a vida escarra.
Em alguns momentos acho que sou cafuza de nascença, é culpa dessa sinestesia que percorre o meu corpo.E ela ,a cada momento, vai se tornando mais racional e diminuindo as minhas tempestades em copo d'água.
Acho que temos que aprender a aceitar o que a vida nos reserva, assim como a morte. De formas variadas e doloridas, aprendi desse modo. Sofri um bocado para conseguir entender isso - e la se vai mais uma parte da corrente sinestésica a se tornar um pouco mais racional. Porém, existem coisas difíceis de compreender, como palavras que surgem do vento, batem a nossa porta do nada, sem conveniências, convites ou formalidades. Talvez, não necessite de explicação, só tem que acontecer e ponto,para nos fazer refletir melhor sobre tudo.
Não sei se mudei, e tudo aquilo que passou e está por vir vai ser amenizado. Não sei se será passageiro ou se tudo vai se impregnar definitivamente ao meu ser. "Só sei que nada sei" disse um dia Platão, e admitir isso é mesmo um modo de adquirir sabedoria,e não digo apenas de inteligência artificial usada para resolver cálculos e realizar invenções, e sim da compreensão de coisas mais profundas e importantes.
O cansaço pode ter vindo a calhar. Ainda respiro fundo,aquele suspiro de como se faltasse ar e mesmo assim me sinto bem pelas coisas que surgiram. Torço para que surjam mais. As coisas simples é o que valem realmente, não tenham dúvidas! E elas surgem do meio do nada, da floresta escura e assombrada.
E despreocupe, pois têm coisas que, as vezes, você não tenha capacidade de evitar. Somente viva. Viva e aceite que nada é perfeito e que sempre há uma luz no fim do túnel, não perca a esperança em relação a isso, pois provavelmente ela vá te sustentar por um longo período. Busque algo que te sustente e espere pelo positivo que no mais tardar ele passa a existir.
"E enfim uma luz ousa a surgir naquele ambiente inóspito e desesperado."
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Muda,perplexa e estática
Palavras... o que me faltam são, palavras. Sentimentos complexos escorrem do meu ser, mas não tenho ideia, não tenho palavras para descrever. Tornei coisa muda, perplexa e estática. Não consigo pensar, não consigo me mover. Morro todos os dias a cada entardecer, vivo de novo ao amanhecer. Porém, vivo sem vida confesso. Vivo obrigatoriamente porque meus olhos ousam a abrir a cada renascer.Vivo fisicamente, biologicamente entretanto, internamente, lá no interior do âmago - da alma- ,permanece um vazio oco que me mata catastroficamente todos os dias. Um oco de ser que parece ameba encistada : parada, sem objetivo e que só existe porque tem que existir, pra viver. E que vida é essa? Vida sem vida.
Permaneço sólida, aprisionada no meu ser. Não quero causar divergências, dúvidas, opiniões, pena... Não precisa entender, simplesmente porque não precisa! Finja que sou ser fantasmagórico, invisível. Viva a sua vida e me deixa viver a que ainda existe em mim. Eu estou bem mesmo estando tão mal. Passa algum dia eu espero.
O que me retrai completamente é esse engasgo de tudo que não vai embora,que permanece e parece não ter solução! Respostas. Fico sem palavras. Eu queria manter um diálogo comigo mesma, só que elas,- as palavras - desapareceram por completo. E assim permaneço nessa mudez sem respostas, nesse silêncio ensurdecedor.
Caminho todos os dias rumo ao nada, procuro o que talvez nunca vá existir, não me importo e aceito as coisas calada simplesmente pelo fato de que não há o que dizer. Será que sou realmente uma predestinada?
E mesmo restando esse tantinho de vida, tenho a esperança da existência da luz no fim do túnel, de que nada é em vão. Por isso ainda estou aqui mesmo que desfalecida, lânguida a espera de algo que eu ainda não sei.
As cores se movimentam e se fundem num preto fúnebre que me tapa inteiramente. Não sei aonde estou, o que sou, o que quero, para onde vou. Não sei de mais nada, estou cega de tudo. Não sei responder pela falta de palavras. O que me resta é escrever, escrever sem sentido, escrever ao vento, sem pensar, nessa corrente sinestésica e irracional que percorre todo meu corpo ( material e imaterial). É o que me resta para esse resquício de vida. Uma tela de computador, com um espaço em branco em que choro os meus respingos e relato meus devaneios.
Há uma fresta de luz nisso tudo, eu sei que há! Mas tudo ainda está escuro, preto e por isso não vejo e não sinto nada. Não sei se por querer ou pela falta de coragem que aqui permanecem. Quem sabe uma dia a semente ouse a brotar, sair do casulo e venha a conhecer sem medos a vida do mundo la fora. Contudo, isso é talvez, não é certeza. Enquanto isso o que tenho a dizer é isso e continuar nessa fase da vida: muda, perplexa e estática.
Permaneço sólida, aprisionada no meu ser. Não quero causar divergências, dúvidas, opiniões, pena... Não precisa entender, simplesmente porque não precisa! Finja que sou ser fantasmagórico, invisível. Viva a sua vida e me deixa viver a que ainda existe em mim. Eu estou bem mesmo estando tão mal. Passa algum dia eu espero.
O que me retrai completamente é esse engasgo de tudo que não vai embora,que permanece e parece não ter solução! Respostas. Fico sem palavras. Eu queria manter um diálogo comigo mesma, só que elas,- as palavras - desapareceram por completo. E assim permaneço nessa mudez sem respostas, nesse silêncio ensurdecedor.
Caminho todos os dias rumo ao nada, procuro o que talvez nunca vá existir, não me importo e aceito as coisas calada simplesmente pelo fato de que não há o que dizer. Será que sou realmente uma predestinada?
E mesmo restando esse tantinho de vida, tenho a esperança da existência da luz no fim do túnel, de que nada é em vão. Por isso ainda estou aqui mesmo que desfalecida, lânguida a espera de algo que eu ainda não sei.
As cores se movimentam e se fundem num preto fúnebre que me tapa inteiramente. Não sei aonde estou, o que sou, o que quero, para onde vou. Não sei de mais nada, estou cega de tudo. Não sei responder pela falta de palavras. O que me resta é escrever, escrever sem sentido, escrever ao vento, sem pensar, nessa corrente sinestésica e irracional que percorre todo meu corpo ( material e imaterial). É o que me resta para esse resquício de vida. Uma tela de computador, com um espaço em branco em que choro os meus respingos e relato meus devaneios.
Há uma fresta de luz nisso tudo, eu sei que há! Mas tudo ainda está escuro, preto e por isso não vejo e não sinto nada. Não sei se por querer ou pela falta de coragem que aqui permanecem. Quem sabe uma dia a semente ouse a brotar, sair do casulo e venha a conhecer sem medos a vida do mundo la fora. Contudo, isso é talvez, não é certeza. Enquanto isso o que tenho a dizer é isso e continuar nessa fase da vida: muda, perplexa e estática.
domingo, 27 de outubro de 2013
O que vale é o pudor
O que é o corpo para o mundo se não a
janela do pudor e caracterizador do ser a quem o pertence ou pertencente a ele!?Mas o que é pudor se não um pretexto criado pela sociedade para adentrar ainda
mais à vida que não lhe pertence sendo tão insatisfeitas e desinteressadas
pela sua própria. Confundem o corpo e a aparência como se fossem detentores da
alma e do que aquele indivíduo realmente é! O que de bom conquistei na vida não
há repercussão, na maioria das vezes, há o agouro, a inveja sob a minha alegria. O que vale é o que "desmoraliza" segundo os
preceitos sociais, o escárnio e o que da pra comentar.
Julgamentos realizados fora de um
tribunal, sem toga baseados no escárnio e no prazer em ver a desgraça
alheia. E mesmo depois de tantos séculos, ainda é saudada a era dos jogos
romanos, porque o que vale a pena é o gosto de sangue!
E o pudor sendo algo tão valioso como é, não
deixa de ser negligenciado cotidianamente. Falo grego? Ninguém gosta de
transar, de fazer e ver sacanagem? Ta bom! Eu gosto, e eu sei que todo mundo
gosta. Eu transo, tu transa, ele transa, nós transamos... Eu tenho seios, bunda,
vagina; ele tem pênis. Então por que o tabu em torno disso? Esta achando ruim eu
ser tão direta, e usar essas palavras? Porquê? Você também usa e desfruta de
tudo isso!
A hipocrisia e o egoísmo é o que
prevalece - Não admitirão ser aquilo que o são, mas quando o outro o for, o
levarão ao tribunal e julgado ele será pelos crimes não constados na lei. É
isso que acontece. Ninguém é corajoso o suficiente pra botar isso em pauta,
medo de ser julgado. Pois se os julgamentos reais só ocorrem no tribunal, então porque
eles acontecem também fora dele? Não tão simplesmente pelo prazer que isso
causa ao acusador; é prazeroso o escárnio alheio desde que isso nunca lhe
afete. Já dizia Hobbes: "O homem é mau!", e essa malevolesa
transparece nitidamente no seu ser -E de repente se vê e ouve um riso
sarcástico (só imaginem isso).
Desculpem-me se quebrei suas expectativas
e não fui quem você achava que eu fosse, se te constrangi ou formei uma ideia errada sobre mim pelo que fiz, mas admito: Eu fiz! Eu me expus mesmo que sem
querer, e mesmo assim estou vivendo. Julguem-me pelo meu corpo e não pela minha
alma. E afirmo, eu realmente não sou e nunca quis ser essa pessoa que você
moldou. Eu sou melhor! Só que você nunca vai saber disso, mesmo porque eu não quero e porque você foi cegado pelo pudor. Continue cego que eu
continuarei meu caminho. Valorize mais o corpo que a alma. Seja feliz com suas
escolhas. O mundo realmente foi feito para você, só que infelizmente não foi feito
pra mim, já que eu não me encaixo mais no que ele prega. Já fui, já foi liga o
foda-se e continue vivendo. E não se esqueça, que quando apontares um dedo
para uma pessoa, três apontarão em sua direção: um dia pode ser eu, mas amanhã
pode ser você quem sabe!
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Mataram o meu riso
O sorriso estampado na cara de muitos passou a ser a minha desgraça,minha sina. A tempos não tenho o riso -mas digo aquele rir verdadeiro, puro, natural- como algo prevalecente em minha vida, na verdade meu corpo chora por fora e por dentro, e esse choro na maioria das vezes é vazio, vazio como o vácuo. Parece invejoso esse sentimento que aflora dentro de mim, porém é uma inveja boa eu garanto. Uma inveja de ter aquilo que parece fugir constantemente do meu ser : paz, felicidade e sorriso. Fico a pensar se algum dia poderei rir: rir pro nada, rir da vida, rir pelo simples prazer e vontade de rir!!! Queria ter vontade de sorrir, entretanto só o que me vem é o engasgo do choro que insiste em permanecer- e não permanece atoa eu lhes garanto. Eu queria que minha dor fosse apenas fruto do meu cotidiano, só que não é! É fruto do que passou, é fruto do que eu adquiri, é fruto do que ainda esta por vir...
Se você é um ser feliz eu te admiro, como contemplo o sol que nasce de manhã, o cheiro que fica depois de uma tarde chuvosa. Pois permaneça assim meu bem, você com certeza é um ser de um todo abençoado. E para aqueles que estão assim, nessa sofridão sem fim como eu, seja pelo motivo que for, só te devo meus pêsames porque eu sei o quanto é dolorido, e essa vontade constante que dá de partir o mais rápido possível para nunca mais ter que sentir tamanho desconforto.
É o tempo que me castiga e me faz refém, só aumento esse meu estado de langor. Eu só queria poder dizer adeus, e assim permanecer em paz, comigo e com tudo a minha volta, contudo existe o medo que me retraí e segura. Será que eu sou merecedora disto tudo? Será que todas as pessoas do universo que passam por mesma situação o são? O que é certo e o que é errado eu já não sei, porque o que me parece é que você nunca vai acertar em nada, nunca na vida. Só peço a Deus que me perdoe pelos meus pecados, e eu me pergunto se foram tão graves assim para eu poder merecer passar por tudo isso? Talvez eu mereça, talvez eu tenha sido pessoa de má índole no passado. Porém, Ele é o Ser supremo, e só cabe a Ele nos dar a sina que merecemos.
Eu queria que tudo isso fosse coisa dramática; drama de um ser humano em crise existencial, só que não é! Tudo isso é tão real, é tão palpável que se materializou em minhas mãos. Eu posso tocar, sentir e viver como poste que se configura na minha frente. Quebrei a cara e agora compadeço. Um ser tão jovem por fora e ao mesmo tempo tão velho por dentro. Me desfiz por completo e agora só aguardo pelo meu fim, espero que não dure muito, que não seja tão dolorido; e se alguma coisa aqui mudar, se alguma rosa ousar nascer desse solo bichado e putrefato eu escreverei contanto dessa alegria, se em algum momento minha boca e bochechas ousarem a esticarem para os lados pura e espontaneamente. Mas por enquanto, não há razões para escrever sobre jardins, apenas sobre ambientes hostis.
Se você é um ser feliz eu te admiro, como contemplo o sol que nasce de manhã, o cheiro que fica depois de uma tarde chuvosa. Pois permaneça assim meu bem, você com certeza é um ser de um todo abençoado. E para aqueles que estão assim, nessa sofridão sem fim como eu, seja pelo motivo que for, só te devo meus pêsames porque eu sei o quanto é dolorido, e essa vontade constante que dá de partir o mais rápido possível para nunca mais ter que sentir tamanho desconforto.
É o tempo que me castiga e me faz refém, só aumento esse meu estado de langor. Eu só queria poder dizer adeus, e assim permanecer em paz, comigo e com tudo a minha volta, contudo existe o medo que me retraí e segura. Será que eu sou merecedora disto tudo? Será que todas as pessoas do universo que passam por mesma situação o são? O que é certo e o que é errado eu já não sei, porque o que me parece é que você nunca vai acertar em nada, nunca na vida. Só peço a Deus que me perdoe pelos meus pecados, e eu me pergunto se foram tão graves assim para eu poder merecer passar por tudo isso? Talvez eu mereça, talvez eu tenha sido pessoa de má índole no passado. Porém, Ele é o Ser supremo, e só cabe a Ele nos dar a sina que merecemos.
Eu queria que tudo isso fosse coisa dramática; drama de um ser humano em crise existencial, só que não é! Tudo isso é tão real, é tão palpável que se materializou em minhas mãos. Eu posso tocar, sentir e viver como poste que se configura na minha frente. Quebrei a cara e agora compadeço. Um ser tão jovem por fora e ao mesmo tempo tão velho por dentro. Me desfiz por completo e agora só aguardo pelo meu fim, espero que não dure muito, que não seja tão dolorido; e se alguma coisa aqui mudar, se alguma rosa ousar nascer desse solo bichado e putrefato eu escreverei contanto dessa alegria, se em algum momento minha boca e bochechas ousarem a esticarem para os lados pura e espontaneamente. Mas por enquanto, não há razões para escrever sobre jardins, apenas sobre ambientes hostis.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Fui pra Marte!
Hoje vou partir, vou partir para marte talvez eu não volte nunca mais. Está muito difícil e doído. Eu não suporto mais me ser, vou me transportar e sumir de vez. Não quero despedidas, não quero adeus, não quero nada. A única coisa que queria era paz mas parece que ela não foi feita para estar presente na minha vida. Peço perdão a aqueles que magoei, que feri; peço perdão aos meus entes queridos que sentirão a minha falta - mas eu não suporto mais; peço perdão a Deus por ser tão egoísta e achar que meus problemas devem ser colocados sempre a frente, devem compor o primeiro lugar porém, peço também que ele me abençoe e me dê forças. Sim eu queria ser uma pessoa mais forte, que sentisse mais prazer nas coisas simples da vida entretanto, eu não consigo, a vida só me machuca!! Eu tenho medo do futuro, medo do destino, medo do que esta por vir. Eu simplesmente não quero mais!!!
Vou para marte, e lá permanecer, permanecer até meu corpo e minh'alma definharem por completo, até o resquício de vida que ainda insiste em prevalecer em mim se dissolva totalmente. Eu amo a vida só que ela quer se desprender de mim, não tenho mais tanta vontade dela, meus planos para a vida foram triturados, esmagados e eu, só peço a Deus que me faça desenvolver uma aceitação e um modo novo de ver as coisas para que eu possa conseguir ir ate o fim. Vou para marte para não sofrer, para não deixar sofrer quem esta perto de mim, vou para lá me encasular e viver o resto de vida que ainda há em mim.
Que minhas lágrimas rolem a gosto, rolem ao ponto dos meus olhos caírem. Eu não sou feita de ferro e por isso eu choro mas eu choro pelo que esta por vir, sofro por antecedência e por isso dói tanto! Adeus mundo cruel vou partir para outro planeta, um planeta vermelho como sangue, vermelho como está minh'alma neste instante e buscar o que ainda esta subentendido, buscar o que não tive aqui. Mas vou sozinha porque minha companhia é desagradável e só cabe a mim me suportar. Tchau!
Vou para marte, e lá permanecer, permanecer até meu corpo e minh'alma definharem por completo, até o resquício de vida que ainda insiste em prevalecer em mim se dissolva totalmente. Eu amo a vida só que ela quer se desprender de mim, não tenho mais tanta vontade dela, meus planos para a vida foram triturados, esmagados e eu, só peço a Deus que me faça desenvolver uma aceitação e um modo novo de ver as coisas para que eu possa conseguir ir ate o fim. Vou para marte para não sofrer, para não deixar sofrer quem esta perto de mim, vou para lá me encasular e viver o resto de vida que ainda há em mim.
Que minhas lágrimas rolem a gosto, rolem ao ponto dos meus olhos caírem. Eu não sou feita de ferro e por isso eu choro mas eu choro pelo que esta por vir, sofro por antecedência e por isso dói tanto! Adeus mundo cruel vou partir para outro planeta, um planeta vermelho como sangue, vermelho como está minh'alma neste instante e buscar o que ainda esta subentendido, buscar o que não tive aqui. Mas vou sozinha porque minha companhia é desagradável e só cabe a mim me suportar. Tchau!
sábado, 27 de julho de 2013
Eu queria escrever algo bonito,inspirador, cheio de palavras diferentes,com um vocabulário bem peculiar... Mas não consigo! Como posso escrever algo que preste sendo que minha alma está tão pesada,o coração angustiado e as dores e as dúvidas me corroendo por dentro?! O que me resta é escrever sobre os meus respingos!!!
As vezes me sinto tão só, mesmo tendo tanta gente ao meu redor,gente que me da valor e gosta de mim. Porém, pelo que parece, isso não basta para preencher o vazio que se encontra aqui impregnado no meu ser,o vazio de algo que eu não sei definir,que eu não sei o que é. Eu sempre estou correndo atrás de alguma coisa que eu desconheço, impalpável que só aumenta minha angústia.
Rezo a Deus todas as noites para que eu encontre as respostas,para o fim dessa minha sofridão. Procuro pensar que Ele guarda algo de melhor,que vai arrancar essa aflição guardado no futuro e eu, não perdi as esperanças estou aqui esperando...
Eu queria escrever algo que preste,mas a minha mente,meu coração,meu corpo,minha alma não andam prestando muito ultimamente então,o que tenho a oferecer é isto mesmo!!!
As vezes me sinto tão só, mesmo tendo tanta gente ao meu redor,gente que me da valor e gosta de mim. Porém, pelo que parece, isso não basta para preencher o vazio que se encontra aqui impregnado no meu ser,o vazio de algo que eu não sei definir,que eu não sei o que é. Eu sempre estou correndo atrás de alguma coisa que eu desconheço, impalpável que só aumenta minha angústia.
Rezo a Deus todas as noites para que eu encontre as respostas,para o fim dessa minha sofridão. Procuro pensar que Ele guarda algo de melhor,que vai arrancar essa aflição guardado no futuro e eu, não perdi as esperanças estou aqui esperando...
Eu queria escrever algo que preste,mas a minha mente,meu coração,meu corpo,minha alma não andam prestando muito ultimamente então,o que tenho a oferecer é isto mesmo!!!
sexta-feira, 19 de abril de 2013
A lua de hoje
Olhei para a lua, ela refletiu em meus olhos. Um episódio de filme de terror passou pela minha mente. Aquela sensação de medo, um calafrio, o silêncio. Admirei a imagem, tão bela, de um astro que reluzia ouro e expelia paixão. E ao mesmo tempo escondia-se por detrás do crepúsculo. Exalava um ar diferente apresentando-se dissimulada, faceira, fátua, aterrorizante, ausente de pudicícia. Contemplei aquele risco de penumbra que cobria seu encanto, o seu sorriso intrépido. Por um instante pensei ter ouvido um som de órgão surgindo do interior daquela cena, um som quase surdo, como se fosse concebido por lembranças, pensamentos. Um arrepio subiu pelo meu corpo, minhas pupilas dilataram. Fui dormir!
Deitei na minha cama, quente e aconchegante com aquela imagem tão encantadora e ao mesmo tempo tão monstruosa impregnada na minha mente e com ela adormeci. Após isso não tenho certeza da veracidade do que estou relatando, pois eu estava possuída por um sono profundo.
A janela se abriu ,- a essa altura meu corpo já estava descoberto - um vento frio soprou sobre mim. Meus cabelos balançaram, o quarto de repente se tornou mórbido, lânguido.Eu relutava, tentava me livrar de algo com as mãos. Um pesadelo assombrou meu sono. Uma sombra estranha me tampou quase por completo, a sombra de uma figura que aparentava usar chapéu e capa. Um cheiro de cigarro. Eu estava suada, aterrorizada. Por um instante senti um toque na minha perna, congelei! Depois um afago no rosto e nos cabelos. O toque daquela mão era áspero, gélido. Parecia mais o toque da morte, do próprio demônio.E de repente a coisa começou a me cheirar, como se eu emitisse um perfume diferente, novo! Como se eu fosse uma rosa vermelha a espera de um nariz estranho pronto para admirar seu perfume. Aquele barulho de fungadas me incomodou ainda mais, meu pesadelo parecia ser real, aquilo me deu medo mas não conseguia acordar.
De repente um hálito morno veio de encontro ao meu pescoço, um abraço sufocante, um beijo envenenado e eloquente. Tive a certeza de que minha vida acabaria ali, estava pronta!
Uma dor inexplicável. Durante um bom tempo só conseguia enxergar a cor vermelha que intercalava entre o roxo e o preto, meu corpo começou a suar ainda mais. Ouvi uma risada, um grito e de novo o silêncio. Um silêncio tão profundo que tornou-se ensurdecedor. Só consegui ouvir o tic-tac do relógio que repousava em cima do criado mudo.
O sol nasceu, acordei tarde naquele dia já era quase uma hora. Abri os olhos e me lembrei daquilo que havia sonhado, um sonho que parecia ser tão palpável. Meu corpo estava estranho, talvez exausto pela noite de pesadelos. Passei o dia todo deitada no sofá da sala assistindo TV com a cortina fechada porque minha cabeça doía e a luz que entrava só fazia aumentar a dor. Adormeci no sofá, uma luz negra entrou pela sacada e de repente me vi vestida com um vestido vermelho, deitada, imóvel... como se fosse objeto. Uma figura sagaz surgiu por entre as cortinas, tomou-me pelos braços e desapareceu.
Meu corpo mole balançava sob os braços desconhecidos que corria rumo ao nada. E ela estava lá, encoberta por sua penumbra de nuvem preta. Tão bonita, cheia de audácia. A lua zombava de mim. E diante dela um homem fugia com o corpo de uma mulher. Lembro-me de ter ouvido um som de órgão, um uivo, o silêncio. A luz da lua me iluminava, seu foco vinha diretamente a mim, eu era sua estrela, sua prenda. Fui levada pelo meu carrasco, os lábios vermelhos, os olhos negros, ... ,o gosto de sangue! Um robô, aos comandos de um astro.
terça-feira, 2 de abril de 2013
infância e saudade
Deus mandou o sol brilhar,
Cair a chuva,
abrir a flor!
Manda as aves,gorjear
E tudo assim se fez!
Deus mandou o capim crescer,
e os vegetais frutificar!
Belos rios fez correr,
e tudo assim se fez!
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