Pensamentos sem sentido assombram a cabeça do velho pescador, que sentado no banco do antigo barco já esta cansado da escassez de peixes grandes.
Do sem sentido ao medo, e a desesperança do ser que brota num piscar de olhos, um ser em estado de langor.
Há quem o mundo não assusta, me diz? Os descabeciados, os mais fracos não sabem ou pelo menos não dão conta de viver nesse mundo infeliz onde a gente só dá, dá, dá e nunca recebe! Ele suga todas as nossas energias. Aonde foram se esconder os peixes grandes?
A cada passo um susto, a cada palavra um desassossego, a cada imagem um desespero, a cada verso um silêncio, a cada pensamento um vácuo.
O vazio tomou conta e ninguém percebeu, tudo está se deteriorando, virando verme, virando pó!
E quando digo tudo, é tudo mesmo! Do grão de areia a gota d'água, do inorgânico a matéria orgânica irracional e racional.
E será mesmo que existe purgatório, julgamento final?
Perguntas sem respostas, e que só Deus sabe delas! - E de repente algo diferente desabrochou naquele pescador!
O estado de espírito de cada um só depende da força que brota, do instinto que aflora e da personalidade que se cria. E também da fé!
A fé que surge e que depende de cada um, com seu jeito peculiar. E é ela - talvez - que nos permita continuar. Continuar a correr atrás dos peixes grandes! Na verdade tudo depende de como cada um é, afinal somos iguais biologicamente mas por dentro- por dentro mesmo sabe?! - somos completamente diferentes. Somos uníssonos de nós mesmos.
Por entre o rio perigoso e quase que tomado pela escassez de coisas boas chamado mundo, nasce a cada dia um novo ser que de princípio vê tudo colorido, mas que com o passar dos tempos vai tendo sua visão tomada pela negritude. Só os fortes, os portadores da esperança e da fé continuarão a ver os resquícios de cor que permaneceram em suas vistas - sim, resquícios! - pois a maioria de nós não terá mais a inocência de uma criança. Pobres de nós,seres humanos!
Manter essa fé é importante, a fé de que ainda, algum dia, aparecerão os peixes graúdos. O indivíduo que não for dotado dessa fé viverá trancafiado em si mesmo, permanecendo assim em constante estado de angustia.
Eis que em um dia - em um belo dia!- o velho pescador, já cansando de tanto esperar, com a coluna a dar um nó de ficar naquela posição, acabou por pegar um peixe grande. E depois, vieram mais. Se não tivesse mantido a esperança e a persistência sempre acesas, não teria conseguido.
Os seres humanos fortes, os que insistem os que plantam e esperam o tempo necessário para colheita, colhem frutos maduros,saudáveis. Os demais vivem aprisionados dentro de si, dentro da própria insegurança, imaturidade e fraqueza. E mesmo esses, ainda mantem acesa a chama da esperança.
"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse sempre a novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias."
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Intempérie
Quando uma tempestade chega, o que é? É serio, não é sério, ério...?
Tudo se transforma
Viver, aceitar, internalizar
Momentos que talvez nunca mais vão existir
A hora que passou e não foi percebida, o leite derramado, uma música sentida, uma brisa tocante.
Quando uma tempestade chega, o que é? Não sei, sei, ei...?
Tudo passa. Será que passa? Tudo se transforma, orma... acho que não
Aproveitar o que se foi. A nostalgia que te engole em uma noite solitária
Uma noite solitária que não passa. Os pensamentos fluem, a alma flutua. Procurar pessoas invisíveis que só existem no interior de tudo... lá no fundo sabe? É tão profundo que chega ser preto.
Quando uma tempestade chega o que é? Sentir, correr, ir...
Sinto mesmo com a ausência de mim. Quem é mim? O que sou? Para onde vou?
Perturbações da alma, negação do espírito, deterioração do corpo
Deixa ir, deixa ser. Porque? Porque eu não sei. Não sei sentir, e por isso dói tanto.
Quando uma tempestade chega, o que é? Maturidade, imaturidade, ade...
Perder-se nas próprias palavras e nos próprios pensamentos. Pensar... irrelevante
Levante! Mas, quem disse que consigo!!
Fraqueza do âmago, uma casca mal feita que se infiltra e deixa sequelas.
Quando uma tempestade chega o que é?
Revolução de pensamentos
Cansaço físico e mental
Nostalgia
Carpe Diem
Esforço sem esforço
Imaturidade do ser
Ser quem? Ser Eu
Passado, presente e futuro
Família
Desejos inacabados, opacos, ocultos
O que se foi e já não é. Porém, eu queria que fosse
Um pouco mais de simplicidade para o ser humano
Um pouco menos de futilidades
Um pouco mais de saudade...
Não me perguntem o significado porque não explicarei. A boca palavreia o que a mente assimila. Não sei se faz sentido. E se não fez? Não há nada mais para se fazer.
E eu pergunto: Quando uma tempestade chega, o que é?
Viver, aceitar, internalizar
Momentos que talvez nunca mais vão existir
A hora que passou e não foi percebida, o leite derramado, uma música sentida, uma brisa tocante.
Quando uma tempestade chega, o que é? Não sei, sei, ei...?
Tudo passa. Será que passa? Tudo se transforma, orma... acho que não
Aproveitar o que se foi. A nostalgia que te engole em uma noite solitária
Uma noite solitária que não passa. Os pensamentos fluem, a alma flutua. Procurar pessoas invisíveis que só existem no interior de tudo... lá no fundo sabe? É tão profundo que chega ser preto.
Quando uma tempestade chega o que é? Sentir, correr, ir...
Sinto mesmo com a ausência de mim. Quem é mim? O que sou? Para onde vou?
Perturbações da alma, negação do espírito, deterioração do corpo
Deixa ir, deixa ser. Porque? Porque eu não sei. Não sei sentir, e por isso dói tanto.
Quando uma tempestade chega, o que é? Maturidade, imaturidade, ade...
Perder-se nas próprias palavras e nos próprios pensamentos. Pensar... irrelevante
Levante! Mas, quem disse que consigo!!
Fraqueza do âmago, uma casca mal feita que se infiltra e deixa sequelas.
Quando uma tempestade chega o que é?
Revolução de pensamentos
Cansaço físico e mental
Nostalgia
Carpe Diem
Esforço sem esforço
Imaturidade do ser
Ser quem? Ser Eu
Passado, presente e futuro
Família
Desejos inacabados, opacos, ocultos
O que se foi e já não é. Porém, eu queria que fosse
Um pouco mais de simplicidade para o ser humano
Um pouco menos de futilidades
Um pouco mais de saudade...
Não me perguntem o significado porque não explicarei. A boca palavreia o que a mente assimila. Não sei se faz sentido. E se não fez? Não há nada mais para se fazer.
E eu pergunto: Quando uma tempestade chega, o que é?
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Mariam e a Cachoeira
O que fazer dessa vida? Quando tudo que parece que está bem, na verdade está mal. Péssimo para dizer a verdade. Como uma cachoeira que cai ferozmente, a misturar na iminência do rio. Sinto-me como aquela espuma, no limiar da cachoeira e do rio: Um turbilhão.
Um turbilhão de ansiedade, vontades ocultas, mal resolvidas. As criticas e os defeitos insistem em surgir na boca de quem não sabe de porra nenhuma, de nada do que passa dentro de mim... O desassossego, o desalento. Eu achei que as coisas iriam mudar, pelo menos um pouco. Mas não! A vida insiste em escarrar ferozmente seu fervor em cima dos meus ombros.
Sinto-me como Mariam, Frida, Laila... Mas, principalmente como Mariam na desesperança do seu âmago e na certeza que a vida nunca será justa: Nunca... Que ela vai ser assim, essa “coisa” esquisita e dura. Acho que muitas pessoas se sentem assim, na certeza que o amanhã só trará desgosto, angústia, incertezas, “surras”. Não sei ditar o que passa dentro desse coração saudável por fora, porém, machucado por dentro. Ninguém é capaz de entender. Nunca serão... Apegar às fantasias, promessas, àquilo que já passou que poderia ter sido, mas, já foi como o vento de Maio é alimentar ainda mais a prisão que é viver dentro de mim mesma.
É tanta coisa que não consigo me expressar. Parece mais aquela corrente que bate quando sua alma está incrustada por uma droga qualquer, uma droga que mata o seu corpo, entretanto, que deixa sua mente, alma e espírito lúcidos em relação a tudo o que te rodeia, te permeia, te afeta, te rasga...
Hoje me sinto assim, como o contato que cachoeira faz quando toca o rio: Um turbilhão. Não sei se passa, vai passar ou passará... Ou se continuarei nessa espera, nessa ansiedade, nessa incerteza. Nessa vida infeliz – porém feliz, pelas pessoas incrustadas de amor por mim – a qual Deus escolheu me colocar, nessa vida injusta e indigna ( ou digna, tanto faz). Essa vida de Mariam.
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