"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse sempre a novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias."
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Sem cor e sem sentido
Depois de tanto pensar,chorar e sofrer percebi que isso não valeu de nada.Não adianta lamentar,não adianta espernear,não adianta fazer um drama ou entrar em depressão.Nada vai ser tão fácil,vai ser difícil.E você sempre vai ficar ai,sentado,sofrendo e pensando em como poderia ser.Faça ser,não pense como seria.Faça ser,ou se não tudo vai se tornar tão difícil e tão dolorido que muitas vezes você não vai conseguir se levantar vai continuar lamentando,sofrendo e esperneando.
Não há sentido em tudo isso que estou dizendo,na verdade ultimamente nada anda fazendo sentido pra mim.Só queria achar aquilo que me tornará um ser humano dotado daquilo que todo mundo quer:ser feliz,se sentir bem e em paz.E parece que quanto mais a gente caminha mais difícil fica,e mais longa se torna a caminhada.
Posso chorar rios de lágrimas,nada vai mudar,quando eu abrir os olhos tudo vai estar aqui no mesmo lugar,do mesmo jeitinho,como é e como sempre foi.Não sei se me entendo,as vezes parece que tenho tudo,mas só parece.Aparência,porque é disso que a gente vive,a nossa forma peculiar de ser ao modo de vista dos outros,mas que são só aparências mesmo,na verdade ninguém sabe quem a gente é por debaixo da nossa casca,da nossa vida de verdade escondida por detrás dela.Ninguém,nem mesmo nós mesmos,consegue ver a nossa alma,o nosso interior.Se confrontamos o espelho o que vemos é a nossa casca,não sabemos realmente como somos por dentro,se estamos realmente feridos ou felizes não sabemos,não vemos a maldade ou a bondade que existe em nós.Se a alma é diferente daquilo que vemos no espelho não há como saber,só podemos sentir e talvez sentindo não percebemos o tamanho do estrago e desta maneira o concerto não seja possível a tempo.
Não quero prolongar isto daqui,essa coisa sem sentido que escrevo às cegas,essa coisa fora do meu alcance.Cuspi palavras,cuspi sentimentos e mesmo assim não sei se cuspi tudo o que queria.Minha mente esta vazia,escrevo pro nada,escrevo sem pensar porque se eu pensar talvez eu sofra mais ainda,por isso prefiro escrever sem estribeiras,sem rumo e pro nada.Não precisa entender,nem eu estou entendendo.
Só quero fechar meus olhos,deitar na minha cama,me tornar um ser incomunicável,incompreensível e preso no próprio interior.Não quero ouvir palavras,não quero ouvir porquês,não quero consolo.Só quero a mim,eu e meus pensamentos,pois são minha fuga,meu refúgio.
E assim me despeço dessa coisa sem sentido,disso aqui que talvez possam ser respingos da minha alma,das minhas lágrimas,da minha dor.Não quero sentimentos de pena pois nem eu sinto pena de mim,sinto ódio,sinto raiva de ser tão fraca,reclamar tanto e não aguentar nem mesmo um "tapa na cara".Me despeço sem delongas,e sem adeus desse momento,dessa coisa,vou fechar os olhos e enxergar,me reanimar e talvez assim reconstruir tudo aquilo que esta destruído dentro de mim e nada mais.
sábado, 4 de agosto de 2012
Cantinho da paz
Por muitas eras sonhei com o meu cantinho,ouvir o silêncio da sua voz, expelir a fumaça cinza do meu peito sem incomodar ninguém ao meu redor.
Lá eu teria paz,ia fazer e desfazer sem sentir o peso da culpa e da preocupação,parar de contemplar o relógio e o calendário como se fossem tão importantes.
Ia sentar em frente a janela com as pernas para cima e sentir.Sentir o sol da manhã no rosto,o vento tocando os cabelos,ouvir os sons da vida com mais atenção;sentir um pouco o gosto da solidão.No meu cantinho não existiria regras,deveres ou preocupações,nem os barulhos ensurdecedores do mundo moderno ou pessoas falando ao meu redor.Só haveria eu,meus tesouros,meus pensamentos e o silêncio,um silêncio tão gostoso que a muito tempo minha alma aclama.
Hora,hora se a vida não é se não uma só! Ela não acaba onde começa como muitos pensam,ela vai até o fim,até a ultima batida,a batida imperfeita,não importando a forma como aconteça.Se o fim não é o começo então porque desperdiçamos tanto as nossas vidas?
No meu cantinho teria vida,uma vida de verdade,não essa criada por não sei quem,tão mecanizada,controlada e hipócrita.Seria a vida minha,criada por mim.Quem sabe com um pouco mais de fantasia e menos dessa realidade.
Lá eu realizaria meu tão sonhado sonho,que é mais que um sonho é um desejo que grita dentro de mim.Um sonho-desejo de paz, sossego e silêncio.
Paz,sossego e silêncio;paz,sossego e silêncio;paz,sossego e silêncio...
Repito isso todo dia nas minhas profundezas com a esperança da realização desse meu almejo.
Mas tudo isso já esta lá,no meu pedaço de chão feito ao meu gosto,do suor da minha alma e da minha mente,no meu cantinho!!
Ah! como eu quero você,meu cantinho de fumo,meu cantinho de sol,meu cantinho brisa,meu cantinho de cheiro,meu cantinho puro,meu cantinho inocente,meu cantinho chamego,meu cantinho de aconchego,meu cantinho gostoso,meu cantinho teimoso,meu cantinho iluminado,meu cantinho de harmonia,meu cantinho recanto,meu cantinho de amor,meu cantinho de paz,meu cantinho de sossego,meu cantinho de silêncio,meu cantinho de solidão.
Quero sentir você,quero que você seja real embora você já o seja,meu canto de bem querer,meu desejo mais profundo,um pedaço de mim.E hoje mais do que nunca eu te quero tanto!!Quero mais que qualquer coisa nesse mundo.
Ah! meu cantinho...
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Tempo de morangos
Sonhos consumidos por uma sociedade opressora e por algo
considerado o sempre essencial.Porque não podemos viver com o pouco ou até
mesmo com o nada? Com o silêncio, o natural e o verdadeiro essencial.Essa
necessidade besta de querer sempre amaciar o ego com coisas fúteis e imprestáveis.
Mas é do que não presta que a gente gosta,essa é a verdade.É o que custa o
derramamento de sangue e o seu gosto na boca que determina o que realmente vale
a pena.O que vale a pena lutar,o que vale a pena viver até o ultimo suspiro.
A tempos não sinto meu âmago e minha inocuidade.Sinto falta.Sinto
falta daquilo que tive e que hoje quase não tenho mais.Tudo esta escuro e
confuso,minha alma está oca.Sinto necessidade de mim mas não me encontro.O peso
de tudo se encontra em mim.Minha boca está seca de algo e não consigo
saciar-me,meu corpo esta gélido e pálido a dependência e a espera me confrontam
e me deixam assim um bicho esquisito,trêmulo e sem coragem.
Estou na iminência,na iminência de mim mesma,na iminência do
abismo,na iminência do badalar dos sinos.Quero sair daqui e bater asas,mas o
peso de tudo me trava.Quero sair da iminência,quero tirar a minha trava.Quero
arrancar meu coração e jogar fora talvez assim tudo fosse mas fácil.Talvez se
eu fosse máquina!!!O que me conforta é que ainda é inverno uma época sem cheiro de nada,vou esperar o
outono onde tudo é bonito e cheiroso,esperar o tempo ideal: O tempo de morangos.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
João e Maria (Chico Buarque)
Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Flash Back
Os momentos da infância sempre vem a minha memoria, talvez porque seja a época em que fui tão feliz e não sabia. Talvez seja por sentir tanta falta dela que sempre procuro mate-la por perto repetindo de vez em quando algumas coisas que eu fazia nessa época. Assisto rei leão, Cinderela e Dumbo e meu coração enche de toda aquela inocência. Quando não, leio O pequeno príncipe, só quem foi criança um dia para entender a essência, a mensagem e a paz que aquele livro trás aos seus leitores, por isso já o li 300 vezes e espero ler mais 300.
E todo esse lero lero só vai fazer sentido nesse parágrafo. É que não tão recentemente bateu a porta da minha memória uma lembrança. Lembrei-me de que quando perdia meus dentes de leite os jogava em cima do telhado e fazia um pedido. Parece bobo mas fiquei tão feliz com essa lembrança que sorri e a saudei com um belo:"Nossa, era mesmo!".
Nesses tempos de tempestade são essas lembranças que me puxam do abismo e não me deixam cair. Só quem tem a alma de criança e não tem vergonha de assumi-la terá sempre o prazer de receber a graça de uma lembrança tão especial. Devemos aprender a ver a alma das coisas. Na maioria das vezes o que vemos não passa de uma casca, o mais importante é invisível.
Queria ter um milhão de raposas na minha vida para me ensinar o que realmente importa e não deixar minha alma perecer nas mãos da vida adulta.
E é por isso que sempre vou bater na mesma tecla e seguir o mesmo lema, o lema que a raposa ensinou ao princepezinho e que ele me ensinou: "Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos."
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Viva La Vida!

Queria ter tempo. Tempo para ver o azul cintilante que a vida carrega por trás das máscaras que esfacelam a sua face.
Viva La vida!
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