"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse sempre a novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias."
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Neurôniando
Quer meus neurônios? Fique com todos eles. Mais vale um segundo de liberdade, que uma vida trancada em uma prisão. Devolva todos os meus sentimentos e fique com meus desamores. Mais vale ser amado em algum tempo do que alguns momentos de paixão. Fique com todos os meus aspectos, absorva as sinapses, os fragmentos de epitélio, as cores bonitas, as qualidades internas. Jogue fora a descrença e a invividez daquele ser. Mais vale uma vida anti social e reclusa, meio fria, mas sem nunca deixar de ser quente do que uma vida produzida por substâncias ilícitas. O quê ? Perai! Não seria, pois, o contrário ?!
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Talvez, apenas talvez...
Seja hora de escrever sobre felicidade, de dar valor as coisas verdadeiras, de olhar o mundo com os olhos de Deus.
Talvez, seja hora de trilhar novos caminhos, de concertar alguns erros, de deixar o passado para trás.
Seja hora de vida e não de tristeza... Seja hora de olhar abertamente para o que é a vida, o seu verdadeiro sentido e seguir Jesus.
Eu disse uma vez, em uma declaração, em um lugar supérfluo, que a vida tem muitos momentos difíceis, mas que também tem seus pequenos momentos deslumbrantes. Vale a pena vivê-la portanto, pelos seus pequenos momentos.
Pelos momentos com a família, momentos simples com pessoas tão especiais que mesmo subentendido tornam-se únicos, lembrar-se das coisas boas e esquecer das ruins. A vida é isso, é feita de pequenos momentos, de prazeres ocultos, de prazeres armazenados. Não pense que é fácil, é difícil, porém cada segundo vale a pena. Cada segundo mal contado ou bem aproveitado. Cada segundo de sabedoria e aprendizado. Cada segundo de queda e retificação. Cada segundo com aquela pessoa que você sabe que mora no fundo do seu coração.
Um dia tudo se vai: Bens materiais, bichos de estimação, o tempo, opiniões, pessoas... Entretanto, o que vale a pena? Viver cada momento, ao seu tempo, ao seu modo. Arrependimentos virão - "Ah! Porque eu não fui naquela festa? Naquele encontro?" ; "Porque eu desperdicei tanto meu tempo naquilo!? Podia ter feito algo mais útil!!" -, mas não importa. Nada importa, o que importa mesmo é invisível, é intangível, indescritível. É louco!
Não é momento para lamentações, despedidas, adeuses... Quem sabe um até logo, até breve, até amanhã. Talvez. O amanhã pertence a ele, o hoje é meu, esse segundo, o próximo ...
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