quinta-feira, 19 de junho de 2014

o mapa...

O que prevalece é aquela vontade que dá de partir o mais rápido possível sem nada a reclamar. Apenas partir... tornar matéria microscópica circulando com o vento. Partir para amenizar a angústia de ver o desalento de todos aqueles contidos no meu baú - meus tesouros.
E o que me resta é pedir perdão pela casca embrutecida de frieza e sequidão que encobre o meu ser da qual, não consigo me livrar. Eu amo vocês meus tesouros, só que a vida me tirou a capacidade de demonstrar tal sentimento. Sofro bastante quando os vejo enterrados em solos problemáticos- inférteis, secos e sem vida- ainda mais quando minhas mãos permanecem atadas, sem nenhuma ação.
Quem dera eu pudesse interferir no livre arbítrio, invadir o livro de vidas de Deus, e traçar caminhos virtuosos mudando os rumos e o destino dos  meus preciosos.
Não posso interferir em seus caminhos, mas posso ser um ponto de apoio quando precisarem. E lembrem-se, quando depararem com a minha figura desconcertada, procurem olhar mais a dentro da casca invisível e escrota encrustada no meu ser, e descobrirão uma linha pontilhada que indica um caminho; e se forem capazes de encontrar o X, sintam-se aliviados pois vão poder ter a certeza de que vocês estão contidos em mim, por debaixo da casca dura e rígida.