quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Seja bem vindo!

Não sou de pó, nem de vento nem de vida fútil.
Não sou de terra, areia, cimento nem de físico e concreto.
Não sou de matéria, nem de tédio; de monotonia e ambiente humano, terreno...
Tentaram enfiar várias coisas inúteis na minha cabeça, convencer-me que a vida não é nada mais que um ponto estéril. Infelizmente - felizmente -, não adiantou.
Eu sou de ambiente etéreo, de sentimentos profundos, de alegrias ímpares, de pessoas peculiares.
Sou de páginas em branco, de copos de cafés em repouso na mesa, de livros a espreita recolhidos nas pernas desnudas.
Sou de arte, do intrínseco do âmago, da alma que sai e flutua.
Sou de música, de gostos incomuns, de extraterrestres.
Sou de mim, apenas de mim, não pertenço a outrem.
Fique com a minha casca, com as minhas cores. Mas se quiser entrar mais a dentro não se acanhe, sinta-se a vontade. Bem vindo!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

A vida é um sopro.

A vida é um sopro que soprou em mim. As vezes frio, as vezes quente: levou pra longe o meu coração. E com o tempo, como surgisse outra corrente de ar, trouxe de volta, pra dentro do meu peito, o coração pródigo. Quantas vezes ele fora, quantas vezes retornou! Não sei dizer. Mas aqui está ele, regresso, pronto para se desprender novamente, a cada corrente ardente que arranca sua forma física do meu ser. Busca outros alentos já que o meu corpo, desatento,não teve a capacidade de lhe afagar, dar prazer. Volta sempre meu coração rebelde, volta pra mim pois preciso de ti. Eu lhe dou seu tempo para explorar novos templos e voltar saudoso de retorno à mim.