Eu só quero um mundo em chamas, um momento anormal, rir pro teto de arco-íris insólito...
Eu não quero mais nada sóbrio. A sobriedade é o estimulo da dor, a putrefação da carne, a destruição dos sonhos. Então me tragam o profano para que eu possa tragá-lo de maneira insana, e rir de forma sarcástica dessa merda que chamam de, existência.
Liberdade!
Dêem-me o gosto doce do liquor emancipatório. Empaturrem o meu sangue, minha mente, meu corpo... livrem-me da maldição dos suspiros, da fadiga.
Libertem-me da sobriedade contida em mim!
A rotina desespero é cruel, ela suga todas as nossas forças e como se não bastasse, deixa para trás alguns respingos para que nosso corpo e mente continuem uma busca incessante de se manter de pé perante a realidade sugadora.
Eu não quero mais isso! Que meu espírito se liberte. Que a realidade desapareça. Que o subjetivo prevaleça. Só assim sentirei o gosto. Estarei lúcida por não estar sóbria; e sóbria por não estar lúcida. E assim quero permanecer: um pouco menos sóbria e por isso , um tanto mais lúcida.
