Um resquício de esperança incerta ainda existe. Um tanto pequeno que me atormente noite e dia. O que fazer? Tapar os olhos e ouvidos, fechar a mente, trancar o coração? Ensinem-me então a fórmula secreta, pois essa capacidade é inexistente no meu ser. Onde enterrar tudo aquilo que faz mal, que torna as coisas tão complicadas, impossíveis, inalcançáveis?
SOCORRO! Mas, quem irá me socorrer?
Não tenho espaço, vontade, certeza. As palavras ecoam, viajam distancias e voltam de encontro a mim. Será que acaba?
"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse sempre a novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias."
domingo, 23 de novembro de 2014
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Menina rosa.
Saudades dos tempos de outrora em que o corpo se movimentava conforme a música.
Que o sonho de ser uma bailarina ainda existia. Que o estresse era consumido pelo chacolhar de um corpo jovem que conseguia ver além... muito além!
Pliê. Relevê. Padê-burrê. Piquet; pirueta. Gramatiman...
Ah! Que pena que nem tudo é rosa, sapatilhas, musica e arte. E quanto mais anos se acrescentam à carga de vida que o corpo carrega, mais negra ela fica. Fiquei cega e portanto, triste.
Eu quero minhas fantasias de dançarina, de menina. Mas acabou! Tenho que andar para frente mesmo que seja retrogrado. Ao infinito e acolá!
Além dos devaneios, do colorido, dos desejos, das façanhas, nuvens, do surreal.
Porém, meu espírito ainda dança, quase explode dentro do meu ser. Um ritmo que se recusa a sair, a me abandonar. Uma vontade imensurável.
Adeus belezas da vida! Parti para um caminho sem volta, talvez pela minha covardia. Não importa! Ainda sonho, aquele sonho profundo de puerícia. Os holofotes, as melodias, as cores, o ritmo, o baile, o palco, a dança,..., a sinestesia.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
apenas um pouco menos sóbria, e um tanto mais lúcida.
Eu só quero um pouco de álcool no meu sangue, uma tragada, uma agulha na veia pulsante...
Eu só quero um mundo em chamas, um momento anormal, rir pro teto de arco-íris insólito...
Eu não quero mais nada sóbrio. A sobriedade é o estimulo da dor, a putrefação da carne, a destruição dos sonhos. Então me tragam o profano para que eu possa tragá-lo de maneira insana, e rir de forma sarcástica dessa merda que chamam de, existência.
Liberdade!
Dêem-me o gosto doce do liquor emancipatório. Empaturrem o meu sangue, minha mente, meu corpo... livrem-me da maldição dos suspiros, da fadiga.
Libertem-me da sobriedade contida em mim!
A rotina desespero é cruel, ela suga todas as nossas forças e como se não bastasse, deixa para trás alguns respingos para que nosso corpo e mente continuem uma busca incessante de se manter de pé perante a realidade sugadora.
Eu não quero mais isso! Que meu espírito se liberte. Que a realidade desapareça. Que o subjetivo prevaleça. Só assim sentirei o gosto. Estarei lúcida por não estar sóbria; e sóbria por não estar lúcida. E assim quero permanecer: um pouco menos sóbria e por isso , um tanto mais lúcida.
Eu só quero um mundo em chamas, um momento anormal, rir pro teto de arco-íris insólito...
Eu não quero mais nada sóbrio. A sobriedade é o estimulo da dor, a putrefação da carne, a destruição dos sonhos. Então me tragam o profano para que eu possa tragá-lo de maneira insana, e rir de forma sarcástica dessa merda que chamam de, existência.
Liberdade!
Dêem-me o gosto doce do liquor emancipatório. Empaturrem o meu sangue, minha mente, meu corpo... livrem-me da maldição dos suspiros, da fadiga.
Libertem-me da sobriedade contida em mim!
A rotina desespero é cruel, ela suga todas as nossas forças e como se não bastasse, deixa para trás alguns respingos para que nosso corpo e mente continuem uma busca incessante de se manter de pé perante a realidade sugadora.
Eu não quero mais isso! Que meu espírito se liberte. Que a realidade desapareça. Que o subjetivo prevaleça. Só assim sentirei o gosto. Estarei lúcida por não estar sóbria; e sóbria por não estar lúcida. E assim quero permanecer: um pouco menos sóbria e por isso , um tanto mais lúcida.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
o mapa...
O que prevalece é aquela vontade que dá de partir o mais rápido possível sem nada a reclamar. Apenas partir... tornar matéria microscópica circulando com o vento. Partir para amenizar a angústia de ver o desalento de todos aqueles contidos no meu baú - meus tesouros.
E o que me resta é pedir perdão pela casca embrutecida de frieza e sequidão que encobre o meu ser da qual, não consigo me livrar. Eu amo vocês meus tesouros, só que a vida me tirou a capacidade de demonstrar tal sentimento. Sofro bastante quando os vejo enterrados em solos problemáticos- inférteis, secos e sem vida- ainda mais quando minhas mãos permanecem atadas, sem nenhuma ação.
Quem dera eu pudesse interferir no livre arbítrio, invadir o livro de vidas de Deus, e traçar caminhos virtuosos mudando os rumos e o destino dos meus preciosos.
Não posso interferir em seus caminhos, mas posso ser um ponto de apoio quando precisarem. E lembrem-se, quando depararem com a minha figura desconcertada, procurem olhar mais a dentro da casca invisível e escrota encrustada no meu ser, e descobrirão uma linha pontilhada que indica um caminho; e se forem capazes de encontrar o X, sintam-se aliviados pois vão poder ter a certeza de que vocês estão contidos em mim, por debaixo da casca dura e rígida.
E o que me resta é pedir perdão pela casca embrutecida de frieza e sequidão que encobre o meu ser da qual, não consigo me livrar. Eu amo vocês meus tesouros, só que a vida me tirou a capacidade de demonstrar tal sentimento. Sofro bastante quando os vejo enterrados em solos problemáticos- inférteis, secos e sem vida- ainda mais quando minhas mãos permanecem atadas, sem nenhuma ação.
Quem dera eu pudesse interferir no livre arbítrio, invadir o livro de vidas de Deus, e traçar caminhos virtuosos mudando os rumos e o destino dos meus preciosos.
Não posso interferir em seus caminhos, mas posso ser um ponto de apoio quando precisarem. E lembrem-se, quando depararem com a minha figura desconcertada, procurem olhar mais a dentro da casca invisível e escrota encrustada no meu ser, e descobrirão uma linha pontilhada que indica um caminho; e se forem capazes de encontrar o X, sintam-se aliviados pois vão poder ter a certeza de que vocês estão contidos em mim, por debaixo da casca dura e rígida.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
era uma vez um aroma
A saudade e o desalento do corpo desnudo jogado na cama, que de olhos vedados procura, no espaço vazio, que circunda a sua volta pelo menos um lapso de memória que pudesse ter sido capaz de guardar um pedaço daquele aroma que um dia percorreu seu olfato. Um perfume cujo qual esquecera, mas que sente tanta falta, como se fosse algo vital para aquele corpo nu. Sabe exatamente onde ele se encontra, em que pele morena cor de jambo aquele cheiro descansa o seu aroma hipinótico, mas o outro corpo que resolveu guardar seu odor tão somente para si não mais lhe pertence e o que resta para o corpo nu é permanecer deitado desfalecido procurando manter a lembrança do veneno que se tornou aquela fragrância para o seu eu, o perfume da rosa envaidecida,orgulhosa,fátua, ..., cruel e cheia de espinhos que ele ama.
quarta-feira, 26 de março de 2014
Atrofiando...
E quando é que acaba o desafio do corpo, o desalento do espírito? O Tejo que escorre pelas mãos? A vida que se vai, e o nada que fica. Um espaço vazio no tempo, uma alma ferida. Tentar, de que adianta? Torcer, sem saber; esperar tanto sem nunca haver respostas nem soluções. Arriscar e arriscar, internalizar, conformar-se, andar pra frente... Tudo em vão!
Arrancar a pele, a carne, os ossos, o espírito! Arrancar tudo la de dentro, para apenas prevalecer a lacuna de um ser que desfloresce, desaquece, apodrece a cada minuto do tempo que se esvai. De que adianta vida?Que vida? Isso não existe!
Que corpo indecente, inconsequente, mal agradecido. De passado todos vivemos e o tivemos, as vezes, aprendemos outras, pagamos. Que pagamento duradouro e árduo, incapaz de abandonar o individuo que sofre calado e que desfalece mesmo com vida.
Sentido para quê? Ninguém necessita deter a sobrecarga de vida que não lhe pertence. O que é meu, só pertence a mim, e se escrevo é pra tentar amenizar as dores invisíveis e visíveis que me afrontam. Mas as vezes o melhor mesmo e se calar. Calar até mesmo pra si próprio porque as palavras podem ser um tiro no pé de quem as diz, e uma mancha no coração de quem as ouve.
Diante disto, só me resta declarar o fim.
Arrancar a pele, a carne, os ossos, o espírito! Arrancar tudo la de dentro, para apenas prevalecer a lacuna de um ser que desfloresce, desaquece, apodrece a cada minuto do tempo que se esvai. De que adianta vida?Que vida? Isso não existe!
Que corpo indecente, inconsequente, mal agradecido. De passado todos vivemos e o tivemos, as vezes, aprendemos outras, pagamos. Que pagamento duradouro e árduo, incapaz de abandonar o individuo que sofre calado e que desfalece mesmo com vida.
Sentido para quê? Ninguém necessita deter a sobrecarga de vida que não lhe pertence. O que é meu, só pertence a mim, e se escrevo é pra tentar amenizar as dores invisíveis e visíveis que me afrontam. Mas as vezes o melhor mesmo e se calar. Calar até mesmo pra si próprio porque as palavras podem ser um tiro no pé de quem as diz, e uma mancha no coração de quem as ouve.
Diante disto, só me resta declarar o fim.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Primeira vez...
Ontem eu fumei o meu primeiro cigarro. Na sacada de um apartamento, no interior de um prédio. A noite sumia diante dos meus olhos tamanha a sua escuridão. O olhar fixo no horizonte, os pensamentos se elevavam do meu ser, um a um, como numa corrente ininterrupta.
O momento propício para contemplar a solidão e o silêncio.
Os olhos fixos no horizonte, um horizonte negro que só contribuía para a formação de mais pensamentos.
Chovia! E o barulho e o cheiro da chuva, só colaboraram, para que a minha alma flutuasse fora de mim, ainda ligada ao meu individuo por uma linha sinestésica que transferia todo o estado emocional e espiritual que aquele momento trazia.
Um suspiro profundo! O vento soprava meu rosto, como se Deus estivesse contemplando o meu estado de espírito. Contemplando um filho seu que sentia e aspirava todo o prazer daquele momento simplório.
Confesso que, júbilo em dar um trago não senti! Mas senti um halo, um prazer orgástico por aquele momento. Ali, olhando pro nada, apreciando solidamente a força do pensamento que percorria meu corpo, minh'alma.
E o que tenho a dizer disto tudo, é que valeu a pena ter estragado um pouco mais dos meus pulmões.
O momento propício para contemplar a solidão e o silêncio.
Os olhos fixos no horizonte, um horizonte negro que só contribuía para a formação de mais pensamentos.
Chovia! E o barulho e o cheiro da chuva, só colaboraram, para que a minha alma flutuasse fora de mim, ainda ligada ao meu individuo por uma linha sinestésica que transferia todo o estado emocional e espiritual que aquele momento trazia.
Um suspiro profundo! O vento soprava meu rosto, como se Deus estivesse contemplando o meu estado de espírito. Contemplando um filho seu que sentia e aspirava todo o prazer daquele momento simplório.
Confesso que, júbilo em dar um trago não senti! Mas senti um halo, um prazer orgástico por aquele momento. Ali, olhando pro nada, apreciando solidamente a força do pensamento que percorria meu corpo, minh'alma.
E o que tenho a dizer disto tudo, é que valeu a pena ter estragado um pouco mais dos meus pulmões.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Assinar:
Postagens (Atom)





