terça-feira, 20 de setembro de 2011

Simplesmente, simples!

Hoje tive desejos simples, desejo de coisas que sempre me fizeram bem. Desejo do nada, desejo do silêncio, desejo de abraçar bem forte e profundamente meus tesouros, desejo da minha família, desejo de você. Essa simplicidade que pouco me rodeia, essa necessidade de me afundar em devaneios, no meio do nada, no escuro, sozinha. De sonhar acordada e querer acreditar que tudo é simples, fácil. Sozinha no meu quarto, com a luz apagada, a manta cobrindo as pernas e a luz de um abajur velando minha alma que lê empolgada as páginas de um romance. De dançar eternamente, da luz do sol que atravessa a janela do quarto da chácara pela manhã, do cheiro da casa das minhas avós. De dormir com a pessoa amada sentir o afago e o conforto, o cheiro, a paz e a maciez da pele e dos cabelos, os beijos quentes e os abraços calorosos. De passar a tarde com os primos como antes mesmo que não tenhamos mais nenhuma ou pouca intimidade. De beijar a face daqueles que necessitam ser beijados, dormir ouvindo a voz de quem lhe quer bem. Das noites bem dormidas, das palavras faladas e dos momentos inesquecíveis. Da presença de amigos que não estão mais por perto. De estabelecer contatos mais intensos. De não ter medo do mundo e nem medo de ser feliz... Só tive vontade. Não vontade de ser rica, ter bens e ser amada por todos. Minha vontade se resume em coisas simples: Ter tempo de ler um bom livro, ter mais contato com pessoas queridas e de ser amada por uma pessoa só. De dançar, sorrir, chorar... de sentir coisas puras e verdadeiras. Ter a inocência de uma criança, o brio de poetas, escrever ate as palavras deixarem de existir. Ser feliz sem ter porque, de viver a vida intensamente. E ser criança eternamente.

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