Sonhos consumidos por uma sociedade opressora e por algo
considerado o sempre essencial.Porque não podemos viver com o pouco ou até
mesmo com o nada? Com o silêncio, o natural e o verdadeiro essencial.Essa
necessidade besta de querer sempre amaciar o ego com coisas fúteis e imprestáveis.
Mas é do que não presta que a gente gosta,essa é a verdade.É o que custa o
derramamento de sangue e o seu gosto na boca que determina o que realmente vale
a pena.O que vale a pena lutar,o que vale a pena viver até o ultimo suspiro.
A tempos não sinto meu âmago e minha inocuidade.Sinto falta.Sinto
falta daquilo que tive e que hoje quase não tenho mais.Tudo esta escuro e
confuso,minha alma está oca.Sinto necessidade de mim mas não me encontro.O peso
de tudo se encontra em mim.Minha boca está seca de algo e não consigo
saciar-me,meu corpo esta gélido e pálido a dependência e a espera me confrontam
e me deixam assim um bicho esquisito,trêmulo e sem coragem.
Estou na iminência,na iminência de mim mesma,na iminência do
abismo,na iminência do badalar dos sinos.Quero sair daqui e bater asas,mas o
peso de tudo me trava.Quero sair da iminência,quero tirar a minha trava.Quero
arrancar meu coração e jogar fora talvez assim tudo fosse mas fácil.Talvez se
eu fosse máquina!!!O que me conforta é que ainda é inverno uma época sem cheiro de nada,vou esperar o
outono onde tudo é bonito e cheiroso,esperar o tempo ideal: O tempo de morangos.

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