"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse sempre a novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias."
segunda-feira, 5 de maio de 2014
era uma vez um aroma
A saudade e o desalento do corpo desnudo jogado na cama, que de olhos vedados procura, no espaço vazio, que circunda a sua volta pelo menos um lapso de memória que pudesse ter sido capaz de guardar um pedaço daquele aroma que um dia percorreu seu olfato. Um perfume cujo qual esquecera, mas que sente tanta falta, como se fosse algo vital para aquele corpo nu. Sabe exatamente onde ele se encontra, em que pele morena cor de jambo aquele cheiro descansa o seu aroma hipinótico, mas o outro corpo que resolveu guardar seu odor tão somente para si não mais lhe pertence e o que resta para o corpo nu é permanecer deitado desfalecido procurando manter a lembrança do veneno que se tornou aquela fragrância para o seu eu, o perfume da rosa envaidecida,orgulhosa,fátua, ..., cruel e cheia de espinhos que ele ama.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário