terça-feira, 21 de outubro de 2014

Menina rosa.



Saudades dos tempos de outrora em que o corpo se movimentava conforme a música.
Que o sonho de ser uma bailarina ainda existia. Que o estresse era consumido pelo chacolhar de um corpo jovem que conseguia ver além... muito além!
Pliê. Relevê. Padê-burrê. Piquet; pirueta. Gramatiman...
Ah! Que pena que nem tudo é rosa, sapatilhas, musica e arte. E quanto mais anos se acrescentam à carga de vida que o corpo carrega, mais negra ela fica. Fiquei cega e portanto, triste.
Eu quero minhas fantasias de dançarina, de menina. Mas acabou! Tenho que andar para frente mesmo que seja retrogrado. Ao infinito e acolá!
Além dos devaneios, do colorido, dos desejos, das façanhas, nuvens, do surreal.
Porém, meu espírito ainda dança, quase explode dentro do meu ser. Um ritmo que se recusa a sair, a me abandonar. Uma vontade imensurável.
Adeus belezas da vida! Parti para um caminho sem volta, talvez pela minha covardia. Não importa! Ainda sonho, aquele sonho profundo de puerícia. Os holofotes, as melodias, as cores, o ritmo, o baile, o palco, a dança,..., a sinestesia.



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