quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Seja bem vindo!

Não sou de pó, nem de vento nem de vida fútil.
Não sou de terra, areia, cimento nem de físico e concreto.
Não sou de matéria, nem de tédio; de monotonia e ambiente humano, terreno...
Tentaram enfiar várias coisas inúteis na minha cabeça, convencer-me que a vida não é nada mais que um ponto estéril. Infelizmente - felizmente -, não adiantou.
Eu sou de ambiente etéreo, de sentimentos profundos, de alegrias ímpares, de pessoas peculiares.
Sou de páginas em branco, de copos de cafés em repouso na mesa, de livros a espreita recolhidos nas pernas desnudas.
Sou de arte, do intrínseco do âmago, da alma que sai e flutua.
Sou de música, de gostos incomuns, de extraterrestres.
Sou de mim, apenas de mim, não pertenço a outrem.
Fique com a minha casca, com as minhas cores. Mas se quiser entrar mais a dentro não se acanhe, sinta-se a vontade. Bem vindo!

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